Introdução: A asma aguda é uma das principais causas de procura por serviços de pronto atendimento, caracterizando-se por exacerbações potencialmente graves que exigem intervenção rápida e eficaz. A abordagem inicial adequada é fundamental para restabelecer o fluxo aéreo, reduzir morbidade e prevenir internações hospitalares. No entanto, a variabilidade nas condutas clínicas ainda representa um desafio para a padronização do cuidado.
Objetivo: Avaliar as práticas de manejo inicial da asma aguda em serviços de pronto atendimento, identificando intervenções mais frequentemente utilizadas e sua efetividade clínica.
Metodologia: Estudo observacional, descritivo e retrospectivo, baseado na revisão de prontuários de pacientes atendidos com diagnóstico de exacerbação asmática em unidades de pronto atendimento. Foram coletados dados referentes a sinais vitais, gravidade da crise, terapias empregadas (broncodilatadores, corticosteroides, oxigenoterapia), tempo de resposta clínica e necessidade de encaminhamento para unidade hospitalar. A análise utilizou estatística descritiva.
Resultados: O uso de broncodilatadores de curta duração, especialmente salbutamol, foi a intervenção inicial mais frequente, seguido da administração de corticosteroides sistêmicos. Pacientes com crises moderadas a graves apresentaram maior necessidade de nebulização sequencial e oxigenoterapia suplementar. A maioria respondeu de forma satisfatória ao tratamento inicial, com melhora significativa do pico de fluxo expiratório e dos sintomas respiratórios nas primeiras horas. Apenas uma pequena parcela necessitou transferência hospitalar, principalmente aqueles com histórico de controle inadequado da asma.
Conclusão: O manejo inicial da asma aguda em serviços de pronto atendimento mostrou-se eficaz, com predominância de terapias recomendadas pelas diretrizes clínicas. A rápida administração de broncodilatadores e corticosteroides foi determinante para a melhora clínica. Os achados reforçam a importância da padronização de protocolos assistenciais e da educação continuada das equipes de saúde para otimizar o cuidado aos pacientes asmáticos.
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